Horários de Missas

Terça à Sexta, às 18h.
Sábado, às 16h.
Domingo, às 8h30,11h e 19h.

Notícias da paróquia › 07/03/2014

Práticas Quaresmais

a2dd281b25ea428d0f3b6b800486ae38Vigiai e orai para não cairdes em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26, 41).

A Quaresma é um tempo favorável para alinharmos nossa vida aos planos divinos e revermos nossos relacionamentos. Continuam sendo hoje instrumentos
eficazes de conversão as práticas quaresmais, que aperfeiçoam e humanizam os hábitos de relacionamento do cristão: (i) com Deus, pela permanência no Seu mistério, na oração; (ii) com a natureza e com o próximo, pela abertura aos demais e pela prática da caridade; e (iii) consigo mesmo, pelo autocontrole e jejum (cf. Mt 6,2-6;16-18).
Orar é estendermos a mão a Deus, não para dobrar Sua vontade a nosso favor, mas para nos sintonizarmos com Ele, compreendendo o que é melhor para nós. É deixar Deus ser Deus, revelando Seu amor. É sair do vazio, reconhecendo precisar dos infinitos dons que só Deus tem e nos dá. Livres e conscientes, postemo-nos diante de Deus, que quer nos ouvir, sempre e de vários modos: pela Bíblia, pelas pessoas, pelos acontecimentos, por nossa consciência. Na quaresma,devemos avivar a intimidade com Deus.

Oremos, atentos principalmente ao que Ele nos diz. A muitos, hoje isso soa anacrônico, mas restaura humildade e ternura, dociliza o coração, aproxima-nos de Deus, incita a fraternidade, e reforça a fé de que somos filhos de Deus. Jesus jejuava: cheio do Espírito Santo, venceu as tentações no deserto e cumpriu a vontade do Pai. Jejuar (ver Lc 4,2 e Mt 17,20) ajuda-nos a ordenar a mente, o coração, os olhos, a língua, a vencer tentações. O jejum nos lembra que somos pó (cf. Gn 3,19), sensibilizanos ao mistério da vida e questiona nossa própria razão de viver.

O jejum quaresmal, muito mais que uma abstinência de alimentos, enriquece seu sentido quando se evita o desperdício, o consumo desenfreado, o esbanjamento e o orgulho, e mostra que a realidade extrapola o indivíduo, que as coisas materiais são simples meios, e não podem ser um fim, e que nossos anseios, necessidades e
aflições não são o centro do universo. O jejum faz-nos descer do pedestal, abandonar o egoísmo e interesses próprios, em prol de um mundo fraterno.
Afasta-nos de maldizer, denegrir e difamar, valorizar aparências e julgar por elas, contabilizar apenas o erro, desprezando as limitações e a boa vontade dos outros. Corrige-nos do imediatismo, do falso moralismo, do puritanismo e do perfeccionismo. A palavra esmola vem do grego, e significa ter piedade, pois provém da piedade divina, mas quando se doa apenas daquilo que sobra, soa mal e humilha, pois realça o poder de uns sobre a indigência de outros.

A esmola quaresmal refere-se ao fruto do jejum, do sacrifício e das privações de cada um durante a quaresma, com a intenção de fazer oferenda, logo não
pode limitar-se a um mero ato material, mas deve brotar de uma diligência atenta e constante, evitando o assistencialismo, que mantém diferenças,
sustenta dependências, deteriora a cidadania, procura e se solidariza com os necessitados, participa de suas dificuldades e, de si próprio, oferece algo
importante e significativo. Provoca-nos à solidariedade e à compaixão, move-nos ao serviço, à presença participativa, ao voluntariado, à prática do bem e da justiça.

PARA A QUARESMA DESTE ANO:

Vivamos com fé a prática quaresmal da esmola, jejum e oração, na luta contra as tentações do ter, do prazer e do poder. Seja ela inteiramente voltada a Deus (Mt 6, 19-21), sem buscar os aplausos ou a admiração dos homens, mas a conversão, dando e pedindo perdão, e coroando a quaresma com uma boa confissão sacramental e a comunhão pascal.