Horários de Missas

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Notícias da paróquia › 13/03/2014

“É para a liberdade que Cristo nos libertou! (Gl 5, 1)”

liberdadeO período quaresmal convida os discípulos missionários a uma verdadeira conversão, para que o testemunho da liberdade em Jesus Cristo seja edificante e sustente a
Igreja em sua missão de anunciar o Evangelho. A conversão implica recomeçar a partir de Jesus Cristo. Então, tenhamos os olhos fitos em Jesus Cristo, que, na cruz, se fez solidário aos que sofrem em nosso meio, especialmente com as injustiças. Nosso caminhar quaresmal não pode ser insensível a situações que atentam contra a dignidade da pessoa humana e seus direitos fundamentais, como o tráfico humano, tema da Campanha da Fraternidade deste ano.

Os criminosos deste tráfico exploram pessoas em várias atividades: construção, confecção, entretenimento, sexo, serviços agrícolas e domésticos, adoções ilegais, remoções de órgãos e outras. As vítimas normalmente são aliciadas com falsas promessas de melhores condições de vida em outras cidades ou países. Por isso, o tráfico humano é frequentemente vinculado à migração, sobretudo quando o migrante está sob alguma forma de ilegalidade dentro ou fora do país.

Assim, trata-se de um crime multifacetado, altamente lucrativo, silencioso, de baixíssimo custo e de poucos riscos aos traficantes, no qual a vítima tem a sua dignidade
aniquilada, sem ter como enfrentar e lidar com a situação a que foi submetida, podendo ser vendida e revendida várias vezes, como se fosse mercadoria, objeto.

Apesar da crueldade que se comete contra as pessoas no tráfico humano, só recentemente a sociedade em geral começou a conhecer a gravidade e dimensão deste problema social e a mobilizar-se para seu enfrentamento. O Estado Brasileiro, após a assinatura do Protocolo de Palermo, lançou, em 2006, o I Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (I PNETP).

Agora, está em vigor o II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (II PNETP), elaborado para o período de 2013 a 2016. Além disso, várias iniciativas de organizações da sociedade brasileira cooperam no enfrentamento ao tráfico humano. A Igreja já conta com pastorais para esse trabalho. Com esta Campanha da Fraternidade, a Igreja Católica se une a essas iniciativas, no intuito de potencializá-las e suscitar, em suas comunidades, reflexões e ações de combate a esta chaga social, de superação de situações de vulnerabilidade ao tráfico, de prevenção, proteção e inserção, observando-se o respeito à dignidade da pessoa humana e o implemento
dos direitos humanos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais no convívio familiar, comunitário e social. No, entanto, a superação do silêncio das pessoas em situação de tráfico requer a valorização da palavra, da voz e da experiência vivenciada pelas vítimas, da nossa escuta qualificada e ativa, enquanto irmãos e irmãs em Cristo.

 

OBJETIVO GERAL DA CF/2014:
Identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando os cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
1. Identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração.
2. Denunciar as estruturas e situações causadoras do tráfico humano.
3. Reivindicar, dos poderes públicos, políticas e meios para a reinserção das pessoas atingidas pelo tráfico humano na vida familiar e social.
4. Promover ações de prevenção e de resgate da cidadania das pessoas em situação de tráfico.
5. Suscitar, à luz da Palavra de Deus, a conversão que conduza ao empenho transformador dessa realidade aviltante da pessoa humana.
6. Celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, sensibilizando as pessoas para a solidariedade e o cuidado com as vítimas desse mal.