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Notícias da paróquia › 18/05/2015

A ação do Espírito Santo no mundo

holy-spirit-dove-smallO Espírito Santo, “Senhor e fonte de vida”, manifesta-se continuamente, soprando onde quer, de inúmeras maneiras. Em sua Introdução à Teologia Patrística, Luigi Padovese nos ensina que “A ação do Espírito antecede a ação evangelizadora do homem”. Na Bíblia a ação histórica do Espírito Santo ocorre desde a Criação (Gn 1,2) e em toda a caminhada do povo de Deus, por intermédio dos profetas, manifestando-se pelos primeiros pais na fé e suscitando-nos o Messias, Jesus Cristo, pela Virgindade fecunda de Maria (Lc 1,35). No Novo Testamento a ação do Espírito Santo acompanhou a Igreja primitiva até o estabelecimento das primeiras comunidades cristãs, no cumprimento das promessas de Cristo (At 2,17.4,32) e continuará acompanhando-a, com amor paterno (Gl 4,4-6) até o final dos tempos (Mt 28,20). Desse modo, a ressurreição de Jesus (Mt 28,6) e a vinda do Espírito Santo, em Pentecostes (At 2), marcam profundamente a Igreja nascente. Pentecostes confere o Espírito Santo aos Apóstolos, capacitando-os para a propagação da Boa Nova (At 2,9-10). Os discípulos podiam contar com a inspiração do Espírito Santo (Mt 28,20), que suscitou muitas novas lideranças na adesão ao Evangelho (At 2,47).

Na oração litúrgica do Ocidente durante a Idade Média, através da Sagrada Liturgia, o Espírito Santo realiza um movimento que vai de Deus para nós e de nós para Deus. Invocado em toda ação litúrgica, é Ele quem distribui seus dons, age na história e suscita o novo, embora esse novo possa, muitas vezes, ser para nós algo desconcertante.
Exemplo forte dessa ação é a Virgem Maria, que por primeiro acolheu o Espírito Santo e é portadora, até hoje, de
orientações e de referências para a humanidade – intercessora e advogada junto a Deus. Na Igreja primitiva, Paulo já abria a todos a salvação, antes restrita ao povo eleito, pelo batismo e evangelização dos gentios. Cresce a igreja, e surgem numerosas ordens religiosas, e uma diversidade de formas de espiritualidade. Recentemente, a Igreja Católica reconheceu a atuação do Espírito Santo até mesmo fora do cristianismo, pois, onipotente, Deus pode, a seu critério, abrir onde quiser novos caminhos de salvação.

Em todos e cada um de nós, o Espírito Santo se manifesta de forma extensiva por meio das graças associadas aos sacramentos, especialmente o Batismo e a Confirmação.

Em tempos de intolerância religiosa, a ação do Espírito surpreende, suscitando muitos santos e mártires, pessoas que dão testemunho de sua fé em situações adversas.

O Espírito Santo exerceu protagonismo na história do protestantismo, e, mais recentemente, é inegável sua marcante presença nos processos de reaproximação das igrejas separadas do Oriente. Outra manifestação do Espírito Santo se dá com Francisco de Assis e a opção evangélica pelos pobres, com a recente inspiração do
Magistério para a Doutrina Social da Igreja, com as opções pelos direitos humanos, a defesa da vida, a busca da paz, o cultivo do ecumenismo e do diálogo interreligioso.

O Espírito Santo há pouco se manifestou de forma marcante nos rumos do Concílio Vaticano II, cujos resultados ainda estão em início de compreensão e assimilação, mas cujos efeitos só no futuro poderão ser avaliados completamente.

Na sociedade, o Espírito Santo não para de agir, dentro e fora do cristianismo, especialmente nos aspectos referentes à paz mundial, aos direitos humanos, ao ecumenismo, aos pedidos de perdão por erros históricos, à queda de totalitarismos. Grandes personalidades foram com certeza iluminados pelo Espírito de Deus, na luta
pela paz entre nações, grupos ou classes sociais: Gandhi, Teresa de Calcutá, Mandela e outras figuras da história.

Ainda hoje, o Espírito Santo promove transformações, motivando a solidariedade e a fraternidade em catástrofes naturais; guerras; em perseguições religiosas, étnicas, ideológicas, políticas, de classe; doações de sangue, roupa,
medicamentos, comida, transporte, abrigo, refúgio e socorro a doentes; na educação, evangelização e presença junto aos pobres. Peçamos a Nossa Senhora que nos inspire, e nos ajude para que possamos identificar, captar e responder corretamente, com amor e prontidão, aos sopros do Espírito Santo, vivo, dinâmico e criativo em nossas vidas e na vida da Igreja.

Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem (At 2,4).

Leia mais em: Paulo VI. Constituição dogmática Lumen Gentium, 1964 e PADOVESE, Luigi. Introdução à teologia patrística. Edições Loyola, 1999.