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Notícias da paróquia › 10/12/2014

O Natal e seus símbolos

Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco. (Is 17,4)

coroaNatal é para o cristão católico uma das mais importantes datas do ano litúrgico: celebra o nascimento do Salvador (cf. Lc 2, 6-7). A importância maior do mistério da Encarnação de Jesus é que o próprio Deus, no momento histórico do reinado de Herodes (cf. Mt 2,1), se despoja da divindade, se humaniza e se aproxima de nós em Belém de Judá (cf. Mt 1,23), como um de nós, indefeso menino filho da Virgem Maria.

O Presépio não é uma reconstrução histórica da cena ocorrida há mais de dois mil anos, mas uma concepção alegórica na qual os elementos da história desempenham papéis simbólicos, inspirados preponderantemente por critérios de fé, no cenário bíblico da natividade de Jesus.

Nos primeiros séculos da nossa era, poucos fiéis eram letrados, não havia acesso fácil a textos sobre a vida de Jesus e sua doutrina, e a Igreja atenuava tal dificuldade de evangelização adornando os templos com pinturas e imagens representando os personagens da Bíblia e as cenas ali descritas. No século XIII, São Francisco de Assis teve a ideia de facilitar a catequese do povo encenando um primeiro presépio de grandes dimensões, nos moldes dos que usamos atualmente. O impacto foi tão positivo que logo o costume se espalhou e, até hoje na época do Natal, encontramos inúmeros presépios inspirados naquele que São Francisco idealizou.

O termo praesepium já constava na versão latina “Vulgata” da Bíblia, refere-se naturalmente ao estábulo, e não tem a mesma interpretação moderna, visto que seu tradutor, São Jerônimo (347-420 d.C.), viveu em época muito anterior à de São Francisco de Assis (1181-1226), que inventou o presépio natalino. Quanto ao vocábulo presépio, que originalmente em português tinha o mesmo sentido latino, atualmente a palavra evoluiu, e seu novo significado se refere quase sempre à alegoria da natividade de Jesus.

Durante o Advento, alguns presépios natalinos costumam representar a viagem de José e Maria grávida para Belém, em obediência ao decreto de César Augusto (cf. Lc 2,1-6). A figura central do Presépio é o Menino Jesus, representado a partir de seu nascimento na noite de Natal, envolto em faixas, na manjedoura do estábulo (cf. Lc 2,7.12). São também essenciais Maria, sua mãe, e José, seu pai adotivo, que o acompanham ao lado da manjedoura (cf. Lc 2,16).

Os pastores e os anjos que os avisaram também estão representados, assim como alguns animais (cf. Lc 2,8-20). Costumam figurar também os três reis magos (cf. Mt 2,1), que seguiram a estrela-guia trazendo ouro, incenso e mirra como presentes para o menino Jesus (cf. Mt 2,9-11).
Diversos povos procuram homenagear à sua maneira o nascimento de Cristo, conforme sua cultura e as características de suas regiões de origem. Assim, em alguns presépios, são representadas certas aves, como avestruzes, galos e patos, e até animais menos prováveis, tais como lhamas, girafas e elefantes, cuja presença na cena simboliza a universalidade da salvação ou resulta de influências culturais.

A fim de suscitar nossa meditação e ação concreta nesta época de Natal, sabemos que não se faz festa de aniversário sem convidar o aniversariante: o festejado do Natal tem que ser Jesus. Que o tempo do Advento seja de preparação para acolher o Senhor que vem! Celebrar o Natal, festa cristã, é recuperar a força do Deus-Conosco, é abdicar do consumismo matreiro, é despojar-se da pompa e vestir a luz da estrela, que nos guia nos caminhos da paz!

arvoreSímbolos natalinos e seus significados

Advento: época de preparação, que compreende os quatro domingos anteriores ao natal.
Anjos: simbolizam a comunicação de Deus com os homens. Gabriel anunciou a Maria (Lc 1,26-27).
Árvore de Natal: simboliza Cristo, a árvore, da qual somos os ramos (Jo 15,5a).
Bolas coloridas: representam os frutos (virtudes e graças) emanados da árvore que é Cristo (Mt 12, 33).
Canções natalinas: datam desde o século IV e alegram o natal.
Cartão de Natal: surgiu em torno de 1845. Recurso propício à reconciliação e ao anúncio da Boa Nova.
Ceia de Natal: símbolo do banquete eterno. Festeja o aniversário de Jesus, o Pão da Vida (Jo 6,35).
Comunhão: ao contrário do presépio, que é apenas um símbolo, a Eucaristia é o próprio Cristo vivo em corpo, sangue, alma e divindade. A missa de Natal é propícia para comemorarmos o aniversário de Jesus, recebendo-o sacramentalmente no coração. Uma boa preparação, com uma confissão bem feita “arruma a nossa casa” para recebermos o homenageado.
Coroa do Advento: com suas quatro velas, simboliza a iminência da derrota das trevas pela luz que vem do Filho de Deus que está para nascer (Jo 2,4;9)
Estrela: simboliza paz e alegria. Orienta, desperta e atrai os magos até o menino Jesus (Mt 2,2.9.10).
Lâmpadas: sua claridade, em uma árvore de natal (pinheiro), simboliza a luz de Cristo (Jo 8,12).
Magos: (Mt 2,1-12) simbolizam que a salvação de Jesus veio para todos os povos. O ouro, incenso e mirra simbolizam as dimensões régia, divina e humana de Cristo.
Missa do Natal: homenagem perfeita a Jesus, presente no sacramento, na Palavra e na comunidade.
Natal: significa nascimento do Filho de Deus. O Natal cristão não pode limitar-se a trocas de presentes, comida, bebida e diversão. É preciso comemorar em companhia do aniversariante, que é Jesus.
Papai Noel: personagem inspirado em São Nicolau, que ajudava anonimamente os financeiramente necessitados. A versão laica que conhecemos foi uma adaptação comercial da figura do santo católico.
Pinheiro: simboliza Jesus, árvore da vida, porque resiste ao frio do inverno (Prov 3,18).
Presentes de Natal: recebemos de Deus o maior dos presentes, seu Filho. Presentear simboliza nosso desejo de que Jesus seja para essa pessoa o maior dom de sua vida (Tg 1,17).
Presépio: simboliza a época e o ambiente do nascimento de Cristo. No século XIII São Francisco de Assis representou pela primeira vez a cena da natividade na forma de um presépio como o conhecemos.
Sinos: geralmente, anunciam boas novas. Os sinos natalinos lembram a maior delas (Jo 1,14).
Velas: simbolizam a luz de Cristo (Jo 8,12). Cristo nos convida a sermos luz para os irmãos (Mt 5,14-16).