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Notícias da paróquia › 31/08/2018

Fé e Política: Por quê ?

Primeiro, é preciso ver a centralidade da Palavra de Deus na fé e na política, para ajudar na leitura dos acontecimentos na realidade. Vivemos hoje um cativeiro provocado pelo capitalismo liberal que mata a vida, mas não podemos perder a esperança. A fidelidade a Deus significa que Ele nunca rompe conosco, mesmo rompendo com Ele. É preciso redescobrir a força da Palavra de Deus e não perder a memória histórica. Os Meios de Comunicação Social apresentam a história muitas vezes apagando sua memória. Cria imediatismo e o descartável. O diálogo entre Fé e Política deve levar as pessoas ao encontro com a Palavra, ao confronto bíblico com a realidade. Levar à conversão, uma grande conversa. Daí, conversa = conversão.

Fé e Política significam ver que por detrás da natureza está o amor de Deus por nós (Jr 31,3). Deus faz nascer coisas novas no coração da gente – está aí o porquê. Santo Agostinho diz que Deus escreveu dois livros: o da vida, dos fatos, dos acontecimentos e o da Sagrada Escritura. A bíblia é para nos ajudar a ler a vida. Ainda Santo Agostinho, a leitura da bíblia todos os dias, é como um colírio no olho, melhora a visão e com esse olhar de contemplação, somos capazes de decifrar o mundo.

A fé e política têm que nos mostrar que existimos para servir e não para dominar (Mc 10,45). Na vida somos sempre alunos e aprendizes. Com consciência crítica o povo tenta aumentar a fé por dentro e diminuir o peso do sistema opressor.  Hoje devemos ler a bíblia e os acontecimentos com consciência crítica para encontrar saídas. O ponto de chegada é Jesus Cristo. Ele humaniza. Devemos saber humanizar. Jesus assume esta missão como vemos nos Evangelhos.

As estruturas precisam ser transformadas para serem mais justas. Isto atinge a dimensão social da caridade e suas implicações numa sociedade marcada por estruturas injustas. A Igreja tem a função de ajudar na construção do consenso em torno dos valores fundamentais da dignidade e do direito à vida. A Encíclica Deus caritas est, de Bento XVI diz: “transformada pela força do Espírito (a Igreja) é chamada para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho” (cf n. 19).

Dom Paulo Mendes Peixoto (Arcebispo de Uberaba). Disponível em: http://www.cnbb.org.br/fe-e-politica-por-que/